Gerenciamento
de Risco

Estutura de gerenciamento de risco e capital

Assumir e gerenciar riscos é essencial para nossos negócios, a BRK Financeira entende que a estrutura de gerenciamento de riscos é fundamental no processo de geração de valor da instituição. Permite que os riscos sejam devidamente identificados, mensurados, mitigados, acompanhados e reportados, visando suportar o desenvolvimento de suas operações.


A atividade de riscos na BRK Financeira está alinhada com os fundamentos e políticas da instituição, sendo de responsabilidade de todos os funcionários.


Dessa forma, cultivamos objetivos bem definidos em relação ao gerenciamento de riscos.


Assim, implementamos o processo de gestão de risco, levando em consideração a complexidade das suas operações, em conformidade com a resolução n°4557/17 do BACEN.


A estrutura de gerenciamento de riscos da BRK Financeira e a atuação das áreas envolvidas encontram-se descritas no manual de Estrutura de Gerenciamento de Riscos e Gerenciamento de Capital.

Organograma da empresaOrganograma da empresa

GOVERNANÇA DE RISCOS

A área de Riscos é responsável pela identificação, avaliação, controle dos riscos de Crédito, Mercado, Liquidez, Operacional e Socioambiental. A área de Compliance é responsável pela verificação da aderência dos normativos internos e externos, bem como implantação de novos processos, além de procedimentos referentes à Prevenção à Lavagem de Dinheiro. A área de Controladoria, que também é responsável pelo planejamento de negócios e orçamento anual, possui a responsabilidade das atividades inerentes ao Gerenciamento de Capital. A Diretoria tem uma visão da exposição da instituição, a fim de otimizar a tomada de decisão. Com periodicidade diária são realizadas reuniões com participação da Diretoria e representantes das áreas de Tesouraria e Riscos, nas quais se realiza o acompanhamento dos riscos de crédito, mercado, liquidez, operacional e socioambiental.

RISCO DE CRÉDITO

Risco de Crédito é a possibilidade de ocorrência de perdas associadas: ao não cumprimento pela contraparte de suas obrigações nos termos pactuados; desvalorização, redução de remunerações e ganhos esperados em instrumento financeiro decorrentes da deterioração da qualidade creditícia da contraparte, do interveniente ou do instrumento mitigador; reestruturação de instrumentos financeiros; custos de recuperação de exposições caracterizadas como ativos problemáticos.


A gestão do risco de crédito visa manter qualidade da carteira de crédito em níveis compatíveis com o apetite de risco da instituição.


O gerenciamento do risco de crédito é realizado de forma descentralizada. O processo de concessão de crédito é realizado através do Comitê de Crédito, o qual é composto pela Presidência, Crédito e Comercial. A área de Crédito realiza o acompanhamento da evolução do endividamento das empresas que possuem risco com a instituição e revisão de classificação de ratings (inclusive para questões de provisionamento). A área de Riscos acompanha as posições diárias dos clientes, verificando o enquadramento das operações em relação aos limites legais, bem como realizando projeções futuras em relação ao enquadramento. Caso seja vislumbrado risco de possível desenquadramento, a Diretoria é prontamente alertada. A área também executa, continuamente, análise referente à possibilidade futura de alterações relacionadas à provisão para créditos de liquidação duvidosa. Para o cálculo da parcela do Patrimônio Exigido de Referência (PRE) referente ao risco crédito, a BRK Financeira utiliza a Abordagem Padronizada (RWACPAD).

RISCO DE MERCADO

Risco de Mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de instrumentos detidos pela instituição.


A BRK Financeira utiliza a metodologia Value at Risk (VaR), que é calculada por um sistema de controle, para a mensuração do risco das operações classificadas na carteira Trading, que são formadas pelas operações com intenção de negociação antes de seu prazo contratual, observadas as condições normais de mercado e na carteira Banking, que são formadas por operações não classificadas na Carteira de Negociação, tendo como característica principal a intenção de manter tais operações até o seu vencimento.


A gestão de risco de mercado é efetuada pela área de Riscos através de monitoramento das posições detidas e daquelas aprovadas pela instituição. A Tesouraria gerencia as carteiras “pré-fixado” e “pós-fixado” visando gerenciar o risco de mercado.


O controle de risco de mercado é feito através de testes de estresse, baseado em cenários, para avaliação do impacto de situações adversas nas carteiras da instituição.


Para o cálculo da parcela do Patrimônio Exigido de Referência (PRE) referente ao risco mercado, a BRK Financeira utiliza a Abordagem Padronizada (RWAMPAD).

RISCO DE LIQUIDEZ

Risco de Liquidez é a possibilidade da instituição não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, incluindo as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas; e a possibilidade da instituição não conseguir negociar a preço de mercado uma posição, devido ao seu tamanho elevado em relação ao volume normalmente transacionado ou em razão de alguma descontinuidade no mercado. A gestão de risco de liquidez é efetuada pela área de Riscos através de monitoramento diário levando-se em consideração horizontes de curto, médio e longo prazo. Neste monitoramento são feitas previsões de saídas de recursos, sejam em virtude de novas operações, vencimento ou liquidação de operações passivas. A Tesouraria e a Diretoria recebem diariamente estes relatórios, de modo que possam acompanhar e tomar as decisões pertinentes ao nível de liquidez da instituição.

RISCO OPERACIONAL

É a possibilidade da ocorrência de perdas resultantes de eventos externos ou de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas ou sistemas.


O mapeamento de riscos operacionais é feita pela área de Riscos, sendo que os riscos abaixo foram determinados como primeiro nível:

  • FRAUDE INTERNA;
  • FRAUDE EXTERNA;
  • DEMANDAS TRABALHISTAS E SEGURANÇA DEFICIENTE DO LOCAL DE TRABALHO;
  • PRÁTICAS INADEQUADAS RELATIVAS A CLIENTES, PRODUTOS E SERVIÇOS;
  • DANOS A ATIVOS FÍSICOS PRÓPRIOS OU EM USO PELA INSTITUIÇÃO;
  • SITUAÇÕES QUE ACARRETEM A INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES DA INSTITUIÇÃO;
  • FALHAS EM SISTEMAS, PROCESSOS OU INFRAESTRUTURA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI);
  • FALHAS NA EXECUÇÃO, NO CUMPRIMENTO DE PRAZOS OU NO GERENCIAMENTO DAS ATIVIDADES DA INSTITUIÇÃO.

A identificação dos riscos é o ato de avaliar constantemente as atividades desempenhadas na Instituição e a probabilidade de que eles ocorram, medindo também o impacto que estes riscos podem exercer nos objetivos estratégicos da BRK Financeira.


Para identificação e avaliação do risco a BRK Financeira utiliza a metodologia Risk Control Self Assessment, onde permite que de forma colaborativa possa identificar riscos, exposições e vulnerabilidades; avaliar os processos de controle que mitigam ou administram os riscos corporativos e de processos; desenvolver planos de ação para aperfeiçoar as ações de mitigação que permitam que os riscos sejam mantidos a níveis aceitáveis; Aumentar a probabilidade da organização alcançar os objetivos de negócio através dos ciclos e processos de negócio.


A gestão do risco operacional inerente à determinada atividade é realizada pelo próprio gestor da área, sendo que cabe à área de Riscos a gestão consolidada do Risco Operacional. A avaliação dos controles mencionados pelos gestores, são testados pela área de Controles Internos, assim permite a atuação preventiva e corretiva, evitando novos eventos e reincidência de falhas.


Todas as áreas devem trabalhar em conjunto com a área de Riscos e Controles Internos de modo a construírem modelos de controles internos suficientes para mitigação do risco observado, de forma que tal risco passe a ser aceitável pela instituição.


Para o cálculo da parcela do Patrimônio Exigido de Referência (PRE) referente ao risco operacional, a BRK Financeira utiliza a Abordagem do Indicador Básico (RWAOPAD).

RISCO SOCIOAMBIENTAL

É a possibilidade de impactos socioambientais negativos, tanto internamente como de clientes, de modo a impedir a geração de oportunidades de desenvolvimento sustentável de práticas responsáveis. A mitigação busca perenidade e sustentabilidade em seus negócios e atividades. Neste sentido, e em consonância com a Resolução 4.327, que dispõe sobre diretrizes a serem observadas no estabelecimento e implementação da Política de Responsabilidade Socioambiental pelas instituições financeiras, a BRK Financeira estabelece seus princípios e diretrizes para nortear suas atividades perante o público interno e externo de modo sustentável.

GERENCIAMENTO DE CAPITAL

Conforme determinado pela Resolução CMN 4.557/17, o gerenciamento de capital é o processo contínuo de monitoramento e controle do capital mantido pela instituição, assim como a avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a instituição está exposta e também um planejamento de metas e necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos da instituição.


Este processo baseia-se na avaliação contínua sobre a necessidade ou não de capital adicional elegível à Patrimônio de Referência (PR), de modo a suportar as operações da instituição. As projeções futuras levam em conta todos os componentes de conhecimento na data, tais como: alterações em despesas administrativas futuras referentes às contratações e/ou demissões, investimentos, metas de carteiras passivas e ativas, atuação em mercados que serão explorados no futuro, entre outros. Mensalmente, por conta da apuração de resultado referente ao período, é realizada reunião com a Diretoria para apresentação dos números. A área realiza atualização das projeções com base nas informações obtidas do mês em questão e analisa a necessidade de reportar à Presidência.


Na BRK Financeira o processo de Gerenciamento de Capital é realizado pela área de Controladoria e Riscos, sendo aprovada pela Diretoria.

RESPONSABILIDADE DA DIRETORIA

  • PROMOVER A CULTURA DE GESTÃO DE RISCOS DENTRO DA INSTITUIÇÃO;
  • AS INFORMAÇÕES DIVULGADAS NESTE RELATÓRIO;
  • REVISAR E APROVAR QUANDO NECESSÁRIO E NO MÍNIMO ANUALMENTE AS POLÍTICAS INERENTES ÀS INFORMAÇÕES TRATADAS NESTE RELATÓRIO;
  • ASSEGURAR RECURSOS ADEQUADOS E SUFICIENTES PARA O EXERCÍCIO DAS ATIVIDADES DE GERENCIAMENTO DE RISCOS E DE GERENCIAMENTO DE CAPITAL, DE FORMA INDENPENDENTE, OBJETIVA E EFETIVA;
  • ASSEGURAR QUE A INSTITUIÇÃO MANTENHA NÍVEIS ADEQUADOS E SUFICIENTES DE CAPITAL E DE LIQUIDEZ.